Ausência não poupa Colombo de ataques em debate em Chapecó

/ publicada em 25 de agosto de 2010, na seção Notícias

Alfinetadas e repetição de discursos oficiais marcaram encontro de Angela, Gilmar, Ideli, Novaes e Martins em SC

Emerson Gasperin, iG Santa Catarina | 25/08/2010 15:45

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No dia em que completa 93 anos, Chapecó, no Extremo Oeste catarinense, recebeu os candidatos ao governo do Estado Angela Amin (PP), Gilmar Salgado (PSTU), Ideli Salvatti (PT), Rogério Novaes (PV) e Valmir Martins (PSOL) para debate promovido pela rádio que leva o nome do município. Amadeu Hercílio da Luz (PDB) já havia avisado que não viria e Carmelito Smieguel (PMN) ficou pelo caminho, com um problema mecânico no carro que o levaria. Raimundo Colombo, do DEM, alegou entrevista previamente acertada em uma emissora de Florianópolis na manhã desta quarta-feira.

A ausência do ex-prefeito de Lages não o poupou dos ataques que vem recebendo da petista na campanha – os dois estão, respectivamente, em segundo e terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. “Quando presidiu a Casan [Companhia Catarinense de Água e Saneamento], um dos candidatos [Colombo] deu prejuízo à empresa. Como quer ser governador e não vir ao Oeste, justamente uma região que teve recentes problemas de estiagem?”, questionou ela.

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“Ele prefere o horário eleitoral gratuito, onde é maquiado e faz aquela conversa de seminarista arrependido”, disse Martins. “Terceirizou o que pode na Casan, e isso é uma forma de privatizar.” Ideli falou ainda da importância de governo estadual e federal estarem alinhados, aproveitando para dar nova estocada em Colombo (“sempre foi contra o projeto de Lula) e mirar na neutralidade apregoada por Angela na sucessão presidencial (“a outra candidata diz que ‘tanto faz’”).

A líder nas consultas ao eleitorado catarinense também foi criticada por Salgado, que a acusou de ter acabado com eleições diretas para diretores de escolas e de ter “desintegrado” o transporte público da cidade em seus dois mandatos como prefeita da capital.

“Quando chegamos à prefeitura, vimos que só o processo democrático não garantia a modernização da educação. Estabelecemos o perfil que deveria ter o profissional para dirigir uma escola e o qualificamos – em nenhum momento acabamos com as eleições diretas para diretores”, defendeu-se Angela.

Repetição de propostas
Alfinetadas à parte, os candidatos repetiram as propostas de seus discursos oficiais, direcionando-as às demandas da região. Angela enfocou na saúde (ampliação de hospitais), educação (garantia de ensino superior a todos os profissionais da área) e agronegócio. “Vamos fortalecer o pequeno agricultor, com investimentos em tecnologia e infraestrutura”, afirmou.

Ideli falou em implantar no Estado a “fórmula que deu certo com Lula e José de Alencar”. Declarou que a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) tem de estar presente no Oeste não apenas com cursos, mas com um campus. “Além disso, precisamos de investimentos em educação profissionalizante, fortalecendo os Cedups [Centros de Educação Profissional], que hoje estão negligenciados”, observou.

Novaes insistiu nos três centros intermodais que pretende construir. “Eles serão a base para a promoção de políticas sustentáveis”, explicou. De acordo com os cálculos do verde, tais obras consumiriam US$ 9 bilhões em quatro anos e resolveriam os gargalos de escoamento da produção em Santa Catarina.