Eliton Felipe de Souza*
O som do bumbo, do trombone, do trompete, do trotar dos cavalos serão os únicos sons que poderão ser ouvidos no próximo dia 9 de março, durante o tradicional desfile de aniversário da cidade. Passados quase meio século do início de um período marcado pela repressão onde o sangue de civis banhava os porões da Ditadura e pela censura onde o silêncio era o som mais doloroso que se ouvia, o prefeito de Joinville, Carlito Mers (PT), volta a calar todo e qualquer manifesto contrário as medidas tomadas pelo seu governo nesses quase um ano e meio de mandato.
Neste artigo, Carolina Raquel da Veiga comenta as barbaridades ditas pelo comentarista da RBS, Luiz Carlos Prates, em relação aos 30 anos da Novembrada. Antes de ler, recomendamos que assista ao vídeo com o comentário de Prates clicando aqui.
Uma onda criminosa assolava o interior do Estado da Bahia há pouco mais de 300 anos. Os governantes estavam horrorizados com a desordem social causada pelo bando. Os crimes e as fugas cometidas pelo líder dos bandidos eram tão numerosos e lendários que seu autor ganhou a fama de “imortal”.
Willian Luiz da Conceição*
A história da formação do Brasil, assim como a dos países de colonização espanhola e portuguesa tiveram ao longo dos anos imposições culturais que de certa maneira permanecem arraigada em nosso cotidiano. Essa imposição cultural acontece de várias maneiras, inclusive no âmbito religioso.
A maior população católica do mundo, ou seja, a brasileira não se formou por acaso. Religião “oficial” durante mais de cinco séculos, contribuiu para o processo de colonização do europeu, buscando ser a “única” força religiosa em nome de Deus, não só no Brasil, mas em quase todo novo mundo.
A grande mídia foi tomada de histeria diante do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), anunciado pelo governo Lula no final do ano passado.
Houve desonestidade política e jornalística na divulgação do Plano. Trata-se apenas de uma versão mais forte de propostas que os próprios tucanos já haviam feito. Além disso, o documento ainda seria submetido a aprovação pelo Congresso Nacional e provavelmente ficaria parado lá até o início do próximo governo. Momento em que poderia ser engavetado de vez sob o pretexto de que se trata de proposta de governo passado.
O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) – rede que reúne cerca de 400 organizações de direitos humanos de todo o País – manifesta publicamente seu repúdio às muitas inverdades e posições contrárias ao Programa Nacional de Direitos Humano (PNDH 3) e seu expressa publicamente seu apoio Programa que foi lançado pelo governo federal em 21 de dezembro de 2009.
Corrupção ativa e passiva. Advocacia administrativa. Quebra de sigilo funcional. Foram essas graves acusações que motivaram o PSOL-SC a formalizar o pedido de impeachment do vice-governador Leonel Pavan na Assembléia Legislativa. Pedido este mais do que justo, afinal de contas, o vice, cargo que é eminentemente político, até agora estava sendo julgado apenas no Tribunal de Justiça, na categoria de crime comum.

Willian Luiz da Conceição*
O Brasil é ainda hoje, um país de hegemonia política e econômica apoiada pela exploração da pobreza. O direito ao voto não garantiu ao Brasil ser estruturalmente uma democracia étnica, social, econômica e política.
A construção do Brasil se deu durante quase quatro séculos através da exploração da mão de obra de negros, permeada da utilização de mão de obra assalariada de colonos pobres em algumas regiões do país. O trabalho livre e o fim da escravidão não garantiu ao longo dos anos a ascensão social, políticas e econômicas do negro e dos indígenas.
Por Afrânio Boppré*
Lembro-me como se fosse hoje! Numa iniciativa pouco usual e típica de coronéis da velha política, o Presidente Lula – sem considerar a vontade de seu partido e o debate democrático – lançou às vésperas da eleição municipal de 2008 a ministra-candidata Dilma Rousseff à sucessão presidencial.
Eu, que militei no PT por 25 anos, sei que sequer o próprio Lula gozou de tão antecipado apoio. Em 2002 por exemplo, ano em que foi eleito Presidente da República, teve que disputar uma prévia partidária com Eduardo Suplicy
Por Pablo Stefanoni
diretor do Le Monde Diplomatique, edição boliviana
A esmagadora reeleição de Evo Morales – com mais de 63% dos votos – reconfigura por completo o campo político boliviano. Pela primeira vez desde os tempos da Revolução Nacional de 1952, um partido consegue uma hegemonia tão ampla, controla ambas as Câmaras Legislativas e, com isso, tem a possibilidade de incidir na conformação do Poder Judicial. A chamada “Meia Lua” se desarticulou como opção de resistência regionalizada ao projeto nacional encarnado por Evo Morales, a oposição político-parlamentar constitui um espaço fragmentado e sem lideranças coesionadoras, incapaz de ler a realidade nacional e a influência política do Movimento ao Socialismo (MAS) se estende até as regiões orientais autonomistas.
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